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Francisco Siervo, proprietário da Fazenda Rosária, em Miracatu
(SP), está divulgando em parceria com renomados criadores, as
vantagens de Simental-Fleckvieh e o cruzamento desta raça com o
Gado Holandês na produção de leite de alto valor agregado. Tal
prática vem ocorrendo de forma crescente em países como Estados
Unidos, Canadá, Alemanha e a própria Holanda e os resultados têm
sido bastante interessantes.
Segundo pesquisas realizadas, o cruzamento entre
Simental-Fleckvieh e Holandês melhora a fertilidade das fêmeas e
diminui problemas de parto, aumenta a fertilidade do sêmen,
promovendo menos inseminações; proporciona menos dias abertos e
reduz intervalo entre partos, eleva os percentuais de gordura e
proteína, melhorando o valor do leite utilizado pelas
indústrias; agrega maior longevidade, resultando em vacas mais
resistentes e fáceis de se manter; preserva qualidade de úbere,
propicia velocidade de ordenha favorável, conserva baixos os
índices de células somáticas, imprime excelente persistência de
lactação, reduz custos veterinários, tem boa produção em
sistemas de pastoreio e agrega valor comercial à carcaça.
Os brasileiros já contam com diversas opções interessantes de
genética Simental-Fleckvieh de ponta para o uso em rebanhos
puros ou para promover esse tipo acasalamento. Siervo visita e
está constantemente em contato com centrais da Áustria em busca
de novas alternativas para produzir leite em maior quantidade e
qualidade. Tal relacionamento culminou na parceria com a Genetic
Austria, empresa que congrega a comercialização de genética de
todas as centrais daquele país, do qual o criador se tornou
representante no Brasil.
Alta demanda
“O aumento da demanda mundial por genética Simental Fleckvieh é
um fato curioso. Só a Holanda, por exemplo, importou mais de 10
mil doses de sêmen de Simental Fleckvieh para serem utilizadas
em vacas holandesas com o intuito de maximizar as qualidades
produtivas”, afirma o criador. Na Áustria, o Simental representa
80% do rebanho e as provas leiteiras, atualizadas
trimestralmente, priorizam na seleção a produção de sólidos
totais, persistência de lactação, longevidade, conformação e
fertilidade.
A produção média do rebanho austríaco chega facilmente aos 7 mil
kg de leite por lactação. Nas fazendas especializadas na
produção de leite, as médias dos rebanhos atingem patamares de
10 mil kg, e não é raro ver animais com produções entre 13 e 15
mil kg de leite. “É comum ver vacas de seis ou sete lactações
com produção vitalícia superior a 100 mil kg”, explica o
criador. A Fazenda Rosária faz pressão de seleção para melhorar
leite e carne. Para tanto, importou sêmen e embriões de touros
líderes de sumário na Áustria e Alemanha, acasalados com vacas
de produções superiores a 12 mil kg por lactação de 305 dias.
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